sábado, 2 de junho de 2007

CEM CONCERTOS SEM CONSERTO

(FÁBIO ALLEX)

Uma conjuntura, uma tontura de acordar.
Passara a limpo a tempo p’ra não mais voltar.
Não sou perfeito, defeitos tenho. Busco melhorar.
Estou no limite, mas o apetite é devorar.
Pela correnteza, vou de remo no extremo mar.

Fiquei aprisionado no que aprisionei, quando:
O arcanjo incumbiu o anjo pra no seu banjo fazer um arranjo, que proferiu:
’’Essa tarefa, eu manjo!’’

Eu-lírico, eu-alvo, salvo pelo tiro. Sobre aquilo não entendi um quilo, mas ‘tou tranqüilo.
Entre pelo ventre, sugue o sangue do mamilo. Idade e vaidade ao lado do vampiro.
Por tantas mãos-longas, sem delongas. Seja bem-ido!

Entre pelo ventre, sugue o sangue do mamilo. Idade e vaidade ao lado do vampiro.
Por tantas mãos-longas, sem delongas. Seja bem-ido!

(05-05-2001)

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